Auxiliar de serviços gerais denuncia que morador o xingou de ‘neguinho safado' e de ‘lixo’ enquanto varria prédio

     O auxiliar de serviços gerais Josimar dos Santos França, de 35 anos, denunciou à Polícia Civil que foi chamado de “neguinho safado” por um morador do condomínio em que trabalha, em Caldas Novas, no sul de Goiás. Um vídeo de câmeras de segurança mostra os dois discutindo e, em certo momento, o trabalhador chega a ser empurrado pelo homem.

     Segundo Josimar, o homem começou a discussão alegando que ele estava empoeirando o carro dele. Além disso, o trabalhador denuncia que o morador também disse que ele “não prestava para nada e que ele estava na profissão de serviços gerais por ser um lixo”.

     “Eu não estava fazendo poeira. Estava varrendo umas folhinhas. Ele começou a brigar e me xingar. Falei que não estava fazendo poeira e pedi desculpas, mas ele começou a me chamar de lixo. Eu fiquei muito nervoso, comecei a tremer todo”, disse o auxiliar de serviços gerais.

     O caso aconteceu na terça-feira (26) e o boletim de ocorrências foi registrado no mesmo dia. Segundo o advogado do trabalhador, Romes Lopes, o caso foi registrado como injúria racial. Ele contou ainda que entregou todas as filmagens à Polícia Civil e que o caso já está sendo investigado pela corporação.

    Traumatizado 

     

     Josimar contou em entrevista ao g1 que nunca havia passado por situação parecida e que está bastante traumatizado. Ele disse ainda que está tendo dificuldades para trabalhar e que chegou a pensar em pedir demissão.

     “Fiquei muito abalado. Cheguei a pensar em pedir demissão, mas preciso trabalhar. Não posso parar para não passar por dificuldades. Me senti humilhado e envergonhado de ter que passar por isso”, desabafou Josimar. 

     Emocionado, ele contou que é casado e pai de dois filhos e que precisa do emprego para sobreviver. Ele relatou ainda que sempre foi muito comunicativo e tratou bem as pessoas, mas que agora está com medo.

    “Voltei a trabalhar, mas estou com medo. Fico mais de cabeça baixa. As vezes passa alguém e eu nem cumprimento”, relatou.

     O auxiliar de serviços gerais disse ainda que tem crises de choro toda vez que se lembra ou fala da situação. “Estou sofrendo muito. Lembro e começo chorar, meu coração está apertado”.

    Fonte: G1

Condominial News

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