Síndicos devem considerar a engenharia como uma área essencial na hora das reformas e obras

     De que forma a engenharia poderá auxiliar o síndico na gestão de obras, reformas e riscos? Estas e outras perguntas foram respondidas pelo Engenheiro e Consultor Ricardo Ferreira, a Advogada e Especialista em Comunicação Não-violenta, Roberta Lucena, e o Engenheiro e Diretor da Mabor Engenharia, Augusto Faria Macedo, no Programa Condominial News Nacional. Durante todo o debate ficou evidente que o síndico deve buscar o apoio de um engenheiro para dá andamento as obras prediais, já que o profissional é habilitado e tem todo conhecimento das normas a serem aplicadas em cada situação. Desta forma evitam-se transtornos e uma possível punição, já que o síndico responde civil, criminalmente e administrativamente pelo condomínio. A manutenção preventiva deve acontecer para trazer mais segurança aos condôminos e evitar acidentes, é como se estivéssemos cuidando da nossa saúde, fazendo um check-up ou a revisão do carro.

     Para o engenheiro Ricardo Ferreira há dois momentos importantes que o síndico deve contar com o apoio técnico da engenharia, primeiro no aspecto preventivo e segundo referente ao corretivo/executivo. “No ponto de vista preventivo é interessante que o condomínio se cerque de todas as garantias possíveis para fazer adequadas contratações, pois toda estrutura requer um certo nível de manutenção, o que vai ser mais simples e barato”.

     De acordo com ele, é necessário ter conhecimento de todas as normas específicas, como na parte de estrutura física, acessibilidade, combate ao incêndio e elétrica. “Na parte corretiva, as obras, reformas, intervenções condominiais exigem normas específicas e contratação de pessoas habilitadas”.

     O engenheiro Augusto Faria lembra que os condomínios normalmente se preocupam em terem assessoria contábil e administrativa, deixando a engenharia em segundo plano. “A engenharia é lembrada quando a patologia acontece, trazendo dor de cabeça, problemas financeiros e gastos que acabam sendo exorbitantes, por não se ter um plano de manutenção, acompanhamento semanal, mensal e anual sobre os problemas que possam acontecer futuramente”, ressalta, complementando que é necessário a elaboração de laudos de acompanhamento, além das reformas serem feitas com a aval técnico.

     A Especialista Roberta Lucena compreende que é importante o síndico ter consciência que a administração é composta por quatro pilares, que necessita da administração em si, do direito, do contador e do engenheiro, pois se trata de uma estrutura predial. “A cultura que temos é de socorrer quando o pepino já estourou”, entende.

     Roberta ainda recomenda aos síndicos elaborarem um plano de gestão, orçamentário, uma vez que está lindando com patrimônio de pessoas e que toda responsabilidade vai recair sobre eles, se acontecer algum imprevisto.

     O Engenheiro Ricardo Ferreira lembra que para um prédio recém-construído, é importante conhecer a norma de desempenho, onde são ditados requisitos técnicos para toda construção, da fundação à cobertura, então é um conjunto de informações muito grande que requer olhar técnico. “Temos vícios ocultos na construção, que só o profissional habilitado consegue conduzir, produzir alguns ensaios e testes específicos. Identificar alguns problemas que são invisíveis”, pondera.

     Já o Engenheiro Augusto Faria recomenda que as normas estão em constante evolução para trazerem mais segurança aos usuários e a terceiros. “O acompanhamento das obras tem que ser rotineiro, dependendo da idade predial e da situação patológica que se encontra o prédio, verificar se existem obras emergenciais que devem ser feitas”.

     Acompanhe o programa na íntegra no link: https://www.youtube.com/watch?v=JEPR_QWeVqU

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